segunda-feira, 28 de junho de 2010

iPad e Velcro

iPad e Velcro: o casamento quase perfeito.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

José Saramago, R.I.P.

"Já que temos que morrer, que alguma coisa fique. Não é imortalidade - isso seria um disparate; é um reconhecimento por algum tempo mais" disse Saramago, a propósito da sua obra literária. Sempre que morre um enorme escritor, o mundo fica mais pobre.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

May the force be with you

As hastes estavam lassas. Já se sabe que o tempo para tratar de armações é pouco quando o tempo serve apenas para tentar perceber como se pode ir ao bolso do homem comum para curar incompetências de governantes comuns. Calcula-se que o ar condicionado do hemiciclo estivesse afinado para friorentos. A pouco habitual visibilidade do senhor Secretário de Estado do Orçamento e o tema em questão ajudaram ao surgimento de gotículas de suor que, singelas mas teimosas, se limitavam a cumprir o natural caminho causado pelas forças rotativas gravitacionais que nos colam ao chão. Em paralelo, forças sobrenaturais, daquelas que, por vezes, nos fazem cair sem que de queda real se trate, entretinham-se a congeminar para estragar o dia a este senhor. Hoje, este senhor caiu. Caiu no ridículo enquanto discursava para a nação que habitualmente mal observa (pudera!). Caiu no ridículo porque os seus óculos cairam. Uma vez. Duas vezes. Três vezes. Quatro vezes. Um grande obrigado a este senhor. Obrigado pelas gargalhadas. Mais Emanueis dos Santos, por favor. Que não sejamos sempre nós, os outros, os que lutam por se manter de pé, a ser motivo de riso.

terça-feira, 8 de junho de 2010

O iPhone 4

O actual iPhone 3GS da Apple é, de longe, o melhor terminal móvel do mercado. Era  difícil imaginar que o próximo brinquedo da marca da maçã o pudesse superar. Hoje, mais uma vez, com a apresentação da sua mais recente criação, o iPhone 4 (de 4º geração), os senhores da Apple redefinem novos caminhos e desenham novos paradigmas. O iPhone 4 será o melhor terminal móvel do mercado! They did it again...

domingo, 6 de junho de 2010

sábado, 29 de maio de 2010

Quando o homem se faz deus

A técnica dos implantes Cochlear tem feito milagres em gente que vive a surdez. Um micro implante no ouvido interno tem-se revelado de extrema eficácia na recuperação da audição. Sobretudo em crianças. Neste pequeno filme, um bebé de poucos meses ouve pela primeira vez. O resto, é ver. Provavelmente as imagens mais belas e ternurentas que vi nos últimos tempos.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

quarta-feira, 19 de maio de 2010

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Obviamente

Para os "génios" de todos os dias.

domingo, 16 de maio de 2010

Bluesologist

Apesar do que diz F. Scott Fitzgerald ("There are no second acts in American lives"), às vezes, há mesmo palcos americanos que vêem segundos actos. Gil Scott-Heron é a prova viva disso mesmo. No início dos anos 70, Gil, com a ajuda de gente como The Last Poets, enveredou por um estilo novo, em que a spoken word assumia um papel determinante. Estavam lançadas as bases para o nascimento do movimento rapper e das variantes do hip-hop. Depois, à semelhança de muitos outros americanos, Gil Scott-Heron perdeu o norte e viveu um longo e difícil primeiro acto que parece ter terminado há poucos anos. Segundo afirmou, "desapareceu". E foi esse desaparecimento que funcionou como catalisador para começar de novo ("I learned I'd disappeared. I learned I made this record because I was angry when I got outta prison. Let me tell you, you certainly don't feel angry the day you get outta prison.")

O mais recente trabalho de Gil Scott-Heron está longe de ser perfeito. Um pouco como o seu autor. Além do mais, é curto. Pouco mais de 28 minutos. Sobretudo para quem esteve 16 anos sem gravar. A cocaína atirou-o para a cadeia e foi aí (Rikers Island Prison) que o produtor Richard Russell o desafiou para este I'm new here, título irónico para quem conta com 16 álbums editados (sem contar com os trabalhos ao vivo). No entanto, este homem, este cientista dos Blues, ou Bluesologist, como se autodenominou no início do seu concerto, sábado à noite na sala Clubbing da Casa da Música, é autor de um dos trabalhos mais interessantes deste início de 2010. Apesar de curto e imperfeito.

No concerto de ontem apareceu um Gil apaziguado. Já apaziguado, diria. Alguém que leva o que contar quando desta se for. Foram mais os títulos de início de carreira do que deste I'm new here. Nem New York is killing me, esse hino autobiográfico e perfeito exemplo da tal ciência do Blues, se ouviu. Passou por I'll take care of you e por recuperar hits como Work for piece e Winter in America. Brincou com o facto de ter sido samplado (Kanie West, Common, Blackalicious, Tupac Shakur ou P.M.Dawn, literalmente usaram os sons de Gil), amaldiçoou o vulcão islandês (bendito foste, nessa altura!), disse-se inimigo de todas as guerras e apresentou os seus colegas de palco como "brothers". Atrás do seu teclado Rhodes, tão característico dos anos 70, com a sua voz grave, profunda e poderosa, nunca escondendo o seu pequeno defeito na fala, foram bastantes os momentos em que se recostava para trás, como se a música funcionasse como uma almofada, e olhando para as luzes, sorria, gozando o momento. Que venha o terceiro acto.

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