Ben Harper - "Please me like you want to" (1995)
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
Top eleven
Não consegui. Tentei mas tinha mesmo que transgredir a regra do Top Ten e acrescentar mais um. Eis então o top de 11 álbuns que me encheram as medidas em 2014. Num ano extremamente prolífico, com resultados finais cheios de qualidade; marcado pelo ressurgimento de sons mais orgânicos e do hip-hop (Run The Jewels, FKA Twigs, Sleaford Mods); e pela estranha histeria à volta de The War On Drugs (nada como uma boa promoção para vender e aparecer em tudo o que são Tops), estes são os discos que me fizeram... neste ano que agora termina. O critério é a ordenação alfabética.
- Angel Olsen – “BurnYour Fire For No Witness”
- Antlers – “Familiars”
- Ariel Pink - "Pom Pom"
- Beck – “Morning phase”
- Elephant – “Skyswimming”
- Fink – “Hard believer”
- Mac DeMarco – “Salad Days”
- Sharon Van Etten – “Are We There”
- Sun Kill Moon – “Benji”
- Warpaint – “Warpaint”
- Wild Beasts- “Present Tense”
p.s. só o tardio contato (estes últimos dois dias, graças ao velho compadre) com o último trabalho de Tom Zé, "Vira Lata Na Via Láctea" me impedem de o colocar na lista. Mas talvez merecesse. Estes discos, ao chegarem aqui, tiveram horas de audição e não foi o caso do trabalho do ancião tropicalista.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
Música surda
Como num louco mar, tudo naufraga.
A luz do mundo é como a de um farol
Na névoa. E a vida assim é coisa vaga.
O tempo se desfaz em cinza fria,
E da ampulheta milenar do sol
Escorre em poeira a luz de mais um dia.
Cego, surdo, mortal encantamento.
A luz do mundo é como a de um farol...
Oh, paisagem do imenso esquecimento.
Dante Milano
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
sábado, 13 de dezembro de 2014
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
Quando estou só reconheço
Quando estou só reconheço
Se por momentos me esqueço
Que existo entre outros que são
Como eu sós, salvo que estão
Alheados desde o começo.
E se sinto quanto estou
Verdadeiramente só,
Sinto-me livre mas triste.
Vou livre para onde vou,
Mas onde vou nada existe.
Creio contudo que a vida
Devidamente entendida
É toda assim, toda assim.
Por isso passo por mim
Como por cousa esquecida.
Fernando Pessoa
Se por momentos me esqueço
Que existo entre outros que são
Como eu sós, salvo que estão
Alheados desde o começo.
E se sinto quanto estou
Verdadeiramente só,
Sinto-me livre mas triste.
Vou livre para onde vou,
Mas onde vou nada existe.
Creio contudo que a vida
Devidamente entendida
É toda assim, toda assim.
Por isso passo por mim
Como por cousa esquecida.
Fernando Pessoa
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
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