quinta-feira, 14 de março de 2013

Impressão real


Um dia, num futuro bastante próximo, todos os lares terão uma impressora 3D. Depois, mais uma vez, o limite é a imaginação do Homem. Uma nova revolução de oportunidades e novas experiências vem a caminho. Este vídeo aponta algumas pontas deste fascinante novelo.
Por agora, conceber as nossas peças e mandá-las executar pode ser feito, por exemplo, aqui ou aqui.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Melodias que me fizeram...

Morphine - You Look Like Rain (1994)

terça-feira, 12 de março de 2013

Genial, quando menos é mais

Alguns dos maiores cientistas, em registo minimalista.












































Via Flavorwire.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Oxigénio

Os Foxygen são uma banda americana que pesca na pop pura, e mergulham em sons que mimetizam, em registo de 2013, projectos bem mais antigos como, entre outros, Wilco, Bob Dylan, Rolling Stones ou Velvet Underground. Nota-se, no som que fazem, a muita música que ouviram. Talvez por isso se apresentem como uma das mais gratas surpresas do momento... E "We Are the 21st Century Ambassadors of Peace & Magic" é um belo disco.
Foxigen - "No destruction"

A verdade que se escuta


As palavras são uma fonte abundante de confusão. Na maior parte dos casos, é a falar que a “gente” se desentende. Quantos problemas se evitariam se dominássemos a arte do “nem tentar dizer”? Quem cala, pelo menos não mente. 
Com poucas hipóteses de refutação, o silêncio é sempre um bom argumento que se torna praticamente indestrutível se usado no tempo certo. As palavras pouco dizem, prometem – mas não cumprem. Só a acção expressa a verdade.
Escolher não dizer é uma das melhores decisões. Ouve-se mais e melhor, dando atenção a realidades que o normal ensimesmamento do falar faz esquecer. Na esmagadora maioria dos casos, as palavras são simplesmente desnecessárias, traem e distraem, explicam-se e justificam-se umas às outras, mas quase nunca conseguem cumprir o que juram conseguir: levar algo de um interior a outro. As palavras são coisas deste mundo, vivem nas circunstâncias, ao passo que o silêncio já marca a presença de um outro mundo aqui. Tal como pedras, as palavras são duras de mais para significar o essencial. Não se moldam, alteram a realidade até que possa ser dita.É, por exemplo, perturbante a confiança dos que acreditam ser capazes de descrever o amor que julgam sentir... na verdade, ou não é amor e cada palavra é um engano – tanto maior quanto mais bela for –, ou é amor e, então, um olhar basta. 
A verdade não depende da quantidade nem da qualidade das palavras que se usam para a dizer. A verdade, mais do que se deixar dizer, escuta-se... e escuta.

José Luís Nunes Martins, Jornal i de 7 de Janeiro

sexta-feira, 8 de março de 2013

Despojo


E, agora, o que faremos?
A quem legar o que resta
Do simulacro de festa
Que tivemos?

Quem aproveita os detritos
De uma alegria forçada?
Quem confunde aflitos gritos
Com imposta gargalhada?

Iremos por onde alguém
Descubra os nossos farrapos.
Vês flores no jardim de além?
- Vejo sapos.

António Manuel Couto Viana

quinta-feira, 7 de março de 2013

Coisas que saúdo


Fotografia cortesia de http://www.marketingvinhos.com/
Saúdo a abertura de um espaço que tem o vinho como mote. Trata-se do Wine Spot Chiado e para além de parecer lindíssimo (sai uma visita para muito breve para confirmar em pessoa), inova no conceito e é de um velho amigo de sempre, Paulo Neto. Amigo há mais de trinta anos, companheiro de muitas aventuras, sempre se deu bem com as coisas boas da vida e merece todo o sucesso que, de certeza, vai ter. "O que é bonito neste mundo, e anima, é ver que na vindima de cada sonho fica a cepa a sonhar outra aventura...", como diria Torga tão bem citado no site da Wine Spot (e que bonito está este site!). Para ele as maiores felicidades neste novo projecto e...saúde!

domingo, 3 de março de 2013

Pálidos fantasmas

Depois da agradável surpresa que foi "Queen of Denmark" em 2010, o norte americano John Grant surge com novo trabalho, a ter edição nos próximos dias. Pale Green Ghosts tem rodado por aqui e vai crescendo, repetindo um pouco o padrão que teve início com o seu anterior disco. É um John Grant rendido à electrónica, que podemos desfrutar em Pale Green Ghosts, inebriado pelos sons orgânicos de sintetizadores, revelando uma capacidade única de se transformar e reinventar. É, muitas vezes, um regresso aos Kraftwerk ou mesmo aos iniciais Depeche Mode (Speak & Spell). Dizer isto é já dizer muito. Um dos grandes discos deste 2013, até à data.

sábado, 2 de março de 2013

A maior solidão é a do ser que não ama


A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana. 
A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro. 
O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se, o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o património de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.

Vinicius de Moraes

sexta-feira, 1 de março de 2013

Coisas que saúdo

Chamam-se Madame Godard, produzem um som muito interessante, com boas letras, e são de Viana do Castelo. O vídeo está mesmo bem conseguido e o tema Love is Poker é forte. Aqui pode fazer-se o download gratuito do EP "Aurora". Vale a pena.