…o que sorri!
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Fora da minha janela
Estórias como muitas das nossas, em formato voyer-friendly. Edifícios de vidas, imagens e sons, em mais um soberbo exemplo de como a internet mudou o mundo. Out of my window, num final de noite bem passado.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
sábado, 31 de dezembro de 2011
Sons deste 2011...
Em ano pessoalmente difícil, foram (também) os sons destes projectos que me permitiram, muitas vezes…continuar. O critério é o mesmo de outros anos, o alfabético. Aqui fica, para registo de memória futura. Adeus 2011.
- Bon Iver | "Bon Iver, Bon Iver" ("Even with all the new tools on display, there's still the magic of twilight emanating from Bon Iver, Bon Iver. The difference is that now it feels more like sunrise than sunset(…)")
- Bonnie "Prince" Billy | "Wolfroy Goes to Town" ("God isn't listening, or else it's too late.")
- Girls | "Father, Son, Holy Ghost" ("Their music pilfers from the past without shame but also manages to sound like no one else.")
- James Blake | "James Blake" ("What Blake sacrifices in songcraft he makes up with graceful, often breathtaking atmospherics.")
- Marcelo Camelo | "Toque dela" ("Quase como uma experiência espiritual a audição das letras parece ser uma conversa íntima. O cantor sussurra letras com delicadeza, sem forçar emoção embora é possível que provoque muitas.")
- Oddisee | "Rock Creek Park" ("Oddisee proves why he’s such a celebrated producer, creating a slick record, which feels like a tremendous ode to summer, perfect days, easygoing ‘70s jams, and an iconic D.C. locale. It’s time to take a trip.")
- PJ Harvey | Let England Shake ("While Harvey has been known to make albums which are more likely to be admired than loved, this is assuredly one of the latter.")
- Stephen Malkmus & The Jicks | "Mirror Traffic" ("Coming in the right place at the right time, Mirror Traffictrades on the still vivid memories stoked by Pavement’s victory lap last year without getting so enamored with past triumphs to get bogged down in nostalgia")
- Submotion Orchestra | "Finest Hour" ("If you have even a passing interest in dubstep or avant-garde jazz, this intriguing debut suggests the group as one to keep an eye on.")
- The Antlers | "Burst apart" ("Burst Apart is the sadly smiling face of someone trying to look through the specters to find the bright spots.")
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Melodias que me fizeram...
Lilac Time - "The stars shine tonight"
But nothing is that simple
I couldn't live the way that you do
The opposite of sinful
But if the stars shine tonight
And chances are they might
Then the night won't seem so blind
When you come to mind
You really are a vestal girl
So proper and so pious
What pleasure do you get girl
From those that you deny us?
But if the stars shine tonight
And chances are they might
Then the night won't seem so blind
When you come to mind
You come to mind
She steps down from the bus
Like she gets into her bath
And how I wish I was
Getting in with her
You think you are immortal
That ash will not become you
But for anyone to survive you
There's something that I must undo
But if the stars shine tonight
And chances are they might
Then the night won't seem so blind
When you come to mind
You come to mind
Mind if I have some?
She steps down from the bus
Like she gets into her bath
And how I wish I was
Getting in with her
You think you are immortal
That ash will not become you
But for anyone to survive you
There's something that I must undo
But if the stars shine tonight
And chances are they might
Then the night won't seem so blind
When you come to mind
You come to mind
Mind if I have some?
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Presença
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
| Carlos Drummond de Andrade |
sábado, 10 de dezembro de 2011
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Sopros de mudança
Swing of change é um pequeno filme que conta a estória redentora de um barbeiro racista, na América dos anos 30. Surge na forma de brilhante projecto de quatro estudantes franceses. O resto, só vendo...
domingo, 4 de dezembro de 2011
Some Girls...
Girls na Casa da Música. Mais imagens aqui.
Ao ouvirmos o duo de San Francisco que compõe os Girls (BTW, nome muito pouco Google friendly) entramos no campo das sonoridades avulsas. Encontramos, com facilidade, acordes dos Eagles, Pink Floyd, Wire, Stone Roses, Led Zeppelin, The Who, etc. Esta ida ao baú de sons terá pouco a ver com uma qualquer homenagem que os Girls queiram fazer às bandas dos anos 60, 70 e 80. No facto de Christopher Owens ter sido criado dentro do culto Children of God, pode residir a explicação para a sonoridade dos seus trabalhos. Um conjunto de vivências negadas justifica sempre alguns comportamentos. E isto basta para muito mais do que a música. A sede de descoberta de canções de grupos "proscritos" pode justificar o som saudavelmente anacrónico que os Girls produzem. São já dois os trabalhos editados em formato de Long Play (nada como manter a coerência temporal da terminologia). Em 2009 dão a conhecer "Album" e, já este ano, "Father, Son, Holy Ghost" (sweet irony!). Em ambos os casos somos forçados a recordar nomes passados. Em ambos os casos concretizamos as teorias do arco temporal. No entanto, é com este seu disco mais recente, que a dupla Owens e Chet “JR” White, nos mostra a sua versão rock progressivo das mega-bandas de tempos idos. "Father, Son, Holy Ghost" é uma delícia de disco. Mais fácil que o anterior "Album", "Father, Son, Holy Ghost" reúne um conjunto de canções que não precisam de crescer em nós. São belas desde logo. Fáceis. Povoam-nas refrões e tiradas ultra-românticas ("How I can I say I love you? / Now that you’ve said I love you?", em Saying I Love You; ou “Nothing’s gonna get any better / If you don’t have a little hope / If you don’t have a little love / In your soul”, em Forgiveness) que se cantam e cantarolam sem enjoar. Bem pelo contrário. Constituem ainda espaço para a exorcização de sentimentos em reboliço: a sua relação com a mãe está sempre presente na lírica que emprega; ainda a tentar lidar com a estupidez de quem deixou morrer um filho em nome de uma seita que rejeitava o uso de medicamentos. Quando canta "I'm looking for meaning in life, and you my ma", Owens lembra o seu sofrimento. Inquieto poeta.
Foram estes rapazes, os Girls, que estiveram em palco no passado dia 30, na sala 2, da Casa da Música. Num eclesial palco, repleto de flores, a banda encerrou o seu giro europeu com alma e competência. Alimentados por uma bela colecção de almas conhecedora do que fazem, o grupo passeou-se pelos seus temas em bailados psicotrópicos desde sempre assumidos. Houve momentos de shoegazzing, solos, silêncios introspectivos, berros e cumplicidades. Tal qual como num concerto do século XX. "Some girls are bigger than others", ouvi eu um dia, ouvindo ainda, hoje e sempre. É verdade.
My Ma
HeartbreakerLaura
Die
Honey Bunny
Love Like a River
Vomit
Lust For Life
Alex
Substance
Hellhole Ratrace
Broken Dreams Club
Morning Light
Magic
Saying I Love You
Darling
Forgiveness
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Palavras como imagens
As palavras, essas criaturas poderosas, vistas pelos olhos de Ji Lee, designer gráfico e director criativo ao serviço da Google. Um interessante ponto de vista.
Obrigado pela partilha, Carla.
Obrigado pela partilha, Carla.
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