sábado, 23 de janeiro de 2010

Sem blasfémia

Atenção a esta voz: Jessica Lea Mayfield. Tem dezanove anos e dois trabalhos publicados sendo que o primeiro é uma edição de autor de apenas 100 exemplares. O mais recente data de 2008 e chama-se With Blasphemy, So Heartfelt. Nestes dias de chuva permanente, o mofo instalado na cabeça irá, com certeza, reclamar.
Um Obrigado ao "i" por ter-me apontado o caminho.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Cowork

Via Pedro Aniceto, tomei conhecimento de um novo conceito de trabalho que está a chegar a Lisboa. Trata-se do conceito de coworking. Um espaço de trabalho com quase tudo e muita gente à volta. Para quem não gosta de estar/trabalhar sozinho parece ser uma ideia muito interessante. O conceito, pelo menos, é bastante inovador.

"O conceito, em franca expansão na maior parte das capitais europeias e dos Estados Unidos, chega agora a Lisboa e logo num dos mais dinâmicos novos pólos criativos da cidade (LX Factory, em Alcântara).

Com preços a começar nos 120 euros (+iva) é possível ter um posto de trabalho, com mesa, cadeira, internet (Fibra 100) e café gratuito! O espaço integra ainda uma zona lounge, copa e uma sala de reuniões."

Mais informações aqui

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Arrebatador

(BTW, como se regressa às duas dimensões?!)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

But grace is an aquaintance of mine

Wanderlust - David Sylvian ("Dead Bees On A Cake" 1999)
Help me I feel like I'm weightless
Floating right out of your hands
And there's only so much I aspire to
Taking one day at a time
And deliverance has many faces
But grace is an aquaintance of mine
Tell me how could it have happened
You know that we're not the marrying kind.
Travel light, don't think twice
We're leaving the shadows behind.
It's given us, yeah
This wonderful wanderlust.
It's given us this wonderful wanderlust
It's given us this wonderful wanderlust
I don't doubt it, I feel it, yeah
Wanderlust
Wanderlust
Help me, this waterboys wasted
Falling right out of your sky
And there's nothing that could do without you
Loving the state that I'm in
Between no longer and not yet
On the threshold of some bright affair
The match was struck and I was fired
The embers of a drowning man
Tell me why won't I listen
Or acknowledge that I don't understand
Losing light, a selfish kind
And we're out on the road again.
It's given us, yeah
This wonderful wonderlust.
It's given us this wonderful wanderlust
It's given us this wonderful wanderlust
I don't doubt it, I feel it, yeah
Turn the headlights on full
I want to take in it all
And let it wash over me
The bridge looks so high
From the ledge that we climbed
But we climbed them so that we could be free
Give me no dreams of what the future brings
I need to know when I have gone too far, oh
Repeated lightening strikes
Up and down the spine
They search us out wherever we go
In a world full of lies
That tug at the truth
I'm taking no sides
Now I recognise you.
Wanderlust
Wanderlust
It's given us, given us
This wonderful wanderlust
Wonderful, wonderful, wonderful, wonderful
Wander---lust
I don't doubt it
No

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

sábado, 2 de janeiro de 2010

Up

A história da Pixar funde-se (e confunde-se) com a história do cinema animado. Primeiro surgiu a Disney. Depois, a Pixar. Hoje temos a Disney/Pixar... A Pixar está para o cinema de animação como a Apple está para o mundo da informática. Esta comparação não é inocente: a empresa foi fundada por Steve Jobs durante os tempos em que este, num dos erros mais crassos da estória da gestão empresarial recente, foi afastado da empresa que fundara. Com John Lasseter (que Jobs foi resgatar à Disney) e Ed Catmul, a empresa, no meio de inúmeras dificuldades, soube seguir o sonho dos seus fundadores e foi pioneira nas técnicas e processos de fazer animação, em meados dos anos 80. Toy Story foi o primeiro filme animado, a fazer uso da CGA (computer generated animation). Hoje, praticamente, só se faz animação desta forma.
Impressiona o processo, a perfeição dos movimentos em 3D, o jogo de sombras/luz, e os pormenores. Ai a perfeição dos detalhes! No entanto, mais do que tudo, ou melhor, aquilo que também me marca e encanta, são os guiões, as suas personagens mais os seus trejeitos, e a pilha de private jokes que só os adultos conseguem entender. Em Wall-E vemos, nas cenas iniciais, a evocação de um certo passado que só alguns de gerações dos vinte anos finais do século passado, entenderão. Do som inicial do robot (quem tem um Mac, reconhece-o) ao "lixo" que vai sendo coleccionado onde se encontra, por exemplo, um famoso cubo de Rubik. Tudo tem um propósito, e este passa muito pelo verbo "encantar". Os filmes da Pixar são mágicos. E foram mágicos os momentos que vivi ao assistir a Up. Up destronou Wall-E como a melhor e mais encantadora animação que vi. E vejo-as quase todas. Está tudo dito.
Que bela maneira de começar o ano!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Música de 2009

Em jeito de registo para memória futura, aqui ficam as minhas preferências musicais deste ano que nos deixará daqui a poucas horas. A ordem apresentada não é a ordem de preferência. É a ordem que a memória ditou. No entanto, se tivesse de apontar um só trabalho, talvez a minha preferência fosse para Chris Garneau. Talvez...
Num ano de fraca safra musical, realço as duas presenças portuguesas (Legendary Tigerman e o surpreendente B Fachada); a constância de nomes como Jason Molina com o seu projecto Magnolia Electric Co., e os sempre excelentes Sonic Youth. Depois de os ter visto em Braga num concerto memorável, os Wilco deixam marca no ano de 2009 com um trabalho ao nível dos melhores que produziram na sua já longa carreira. Realce ainda para as nostálgicas sonoridades dos 80's, tão bem reinterpretadas e reinventadas por Julian Plenti. Is Skyscraper é um trabalho que, de forma injusta, passou ao lado de muita da crítica musical que se entreteve, no entretanto, a idolatrar flops (Grizzly Bear ou os enjoativos Dirty Projectors, são disso bom exemplo).
Por fim, saúdo o regresso em força do vinil. Neste capítulo merecem realce a feira de vinil da FNAC e a soberba mostra do plástico preto, intitulada Styill Vynil que teve lugar em finais de Outubro, no Hotel Park em Lisboa, que me permitiu comprar algumas coisas que me enchem a alma (particular destaque para Memphis Slim, USA; e Elvis is Back!, ambos em edição audiófila de 180g).
Eis então, a minha lista de preferências, relativamente ao ano de 2009:

.: "Is Skyscraper" - Julian Plenti

.: "Truelove's Gutter" - Richard Hawley

.: "Josephine" - Magnolia Electric Co.

.: "B Fachada" - B Fachada

.: "El Radio" - Chris Garneau

.: "The eternal" - Sonic Youth

.: "The Dark Night Of The Soul" - Danger Mouse and Sparklehorse (visuals by David Lynch)

.: "Wilco (the album)" - Wilco

.: "Femina" - The Legendary Tigerman

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Volta para o ano, sim?

Como adiar o inevitável.
A mais velha história do mundo, recontada.
Cortesia da NFB.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Feelin' blue?

Será que os árbitros de futebol têm andado todos estes anos a tomar Viagra?

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Direito à diferença

Morreu "a voz" de Portugal. O primeiro dia deste mês de Novembro trouxe a notícia da morte daquele que foi a minha mais forte influência musical. Falo de António Sérgio. Descobri-o quando frequentava o liceu de Oeiras. Era na companhia dele que terminava a tarde, em casa, no primeiro horário do "Som da frente", na Frequência Modulada da RDP-Rádio Comercial. Mais tarde passou a acompanhar-me nas madrugadas. O "Direito à diferença", uma alusão clara à música alternativa que divulgava, passou a ser um dos meus lemas. Muito lhe devo. Eu e toda uma "imensa minoria" que via em António Sérgio a resposta às ânsias de conhecer "coisas novas" da música que se fazia pelo mundo. Só ele o fazia e todos os que, a seguir a ele, fizeram o mesmo, imitaram-no. Uma coisa nunca conseguiram: imitar-lhe a voz. Essa era única. Inimitável. Como ele.
O Jornal "i" homenageia António Sérgio de forma singular. Vale a pena espreitar aqui.