terça-feira, 24 de junho de 2008

Yin and Yang

Corria o ano de 2001 e passava uns dias no Algarve quando recebo uma chamado do Carlos. Estava entusiasmado com um álbum que vinha ouvindo. Falou num Wainwright, o que me captou logo a atenção pois conhecia, de outras audições, alguém com nome semelhante. Falei-lhe em Loudon Wainwright III. Que não. Era o filho. Chamava-se (ainda chama) Rufus. Rufus Wainwright e acabava de lançar, na altura, "Poses" o seu segundo LP, na nomencatura antiga. Canadiano, filho de artistas, é dono de uma irritante voz o que se torna mais irritante ainda pois, quando a percebemos, tornamo-nos viciados nela. Foi isso que aconteceu: depois da fase da descoberta, sucedeu a da irritação a que se seguiu a admiração. Devo-te isto, Carlos. Thanks, buddy!
Domingo, lá estarei na Casa das Artes (Famalicão) para o ouvir mais uma vez, e admirar um génio. Ele, num registo intimista, mais o seu piano. Ele e os seus trejeitos de gay assumido e verdadeiramente irritante porque faz da "bichice" um ex-líbris. Ele, mais a sua capacidade de nos fazer fechar os olhos e conseguir visualizar, não aquilo que canta, mas os sons que canta. E a irritação vira calma tal a alma que despeja.
"I Don't Know What It Is" by Rufus Wainwright

sábado, 21 de junho de 2008

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Hirudoid, p'ra que te quero

Quem me conhece, sabe que tenho uma teoria: os japoneses têm genes vindos do espaço sideral. Só isso explica as coisas que vemos, vindas do país do sol nascente (juro que tentei fugir ao chavão, mas não consegui). Isto é só mais uma prova evidente de que a minha tese deve mesmo estar correcta.
A situação é o simples entrar num comboio/metro. O estranho é a forma como o fazem. Cabe sempre mais um, como "no futebol" do antigamente (antes das cadeiras individuais).
Japão: a minha viagem de sonho.

B54


A mais recente inovação da SonicNY é a cadeira B54. Esta cadeira é a perfeita fusão do tradicional e duro look, com uma visão inimitável de algo que parece ser bastante confortável. Significativamente chamada de B54, a dita contém 54 distintas softballs, primorosamente colocadas entre a sua parte inferior e o suporte para as costas. As bolas visam estimular sentidos e assim causar uma curiosa sensação de relaxamento. Gostava de testar.

Moustache

Há já uns dias que, quando vejo futebol, me vêm ideias de bigodes. Hoje a coisa fez mais sentido, pelo facto de um país, com tradições em capilaridades supra labiais de triste memória, nos ter dado a conhecer mais um, no futebol. Desatinos!
Já são poucos os bigodes no chamado "mundo civilizado". No futebol são mesmo muito poucos. Questiono-me: como será o Chelsea com dois (2) bigodes a treiná-lo, sendo que o "do Murtosa" é daqueles de arrastar sopa?! Resistirão eles à pressão dos agressivos media ingleses? A vigiar atentamente. 

quarta-feira, 18 de junho de 2008

domingo, 15 de junho de 2008

Raw emotion

Bon Iver - Skinny Love (Live at Later... with Jools Holland)

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Como uma força, como uma força...

Scolari tem até sábado para pensar numa forma de explicar o inexplicável. É que, há uns meses atrás, por alturas do mundial, a uma fuga de informação que o dava como certo no Benfica, reagiu com ira e negou-se a cumprir o contrato com os encarnados. Até sábado, vai ter de arranjar forma de não mencionar euros/libras, para justificar por que não fez o mesmo, em circunstâncias idênticas. "E o burro sou eu?!"

quarta-feira, 11 de junho de 2008

O que venho ouvindo

As sonoridades saídas de For Emma, Forever Ago, de Bon Iver fazem-me duvidar da estreita relação espaço/tempo! Ouço em loop. . . Um dos melhores sons de 2008.
Bon Iver, Re:Stacks
...Obrigado, Hermínio

Boa onda

Num futuro relativamente próximo, a água será um bem mais difícil de encontrar do que o petróleo. Daí que todas as iniciativas que visem a sua poupança sejam bem vindas. Lee Isherwood é um designer que revela, nos seus produtos, uma franca preocupação com o ambiente. Uma das suas mais recentes criações, o ONDA, é um urinol público que aproveita a água utilizada na lavagem das mãos, para limpar a zona do urinol . O conceito passa por um produto à prova de salpicos e tem um sensor de infra vermelhos que automaticamente faz a gestão da quantidade de água que se utiliza. Parece-me que foi pensado para aqueles que, tendo acabado a função, não se dão ao trabalho de lavar as mãos. Isto lembra-me sempre um cartoon que vi há uns tempos: num restaurante, sempre que alguém regressava sem lavar as mãos, deparava-se, à saída da casa-de-banho, com um enorme neon que, ao som de sirenes, indicava o prevaricador. "Não lavou. Não lavou".